quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Um direito Seu

 Não podeis expiar vossos pecados do passado, nem podeis mudar vosso coração e tornar-vos santo. Mas Deus promete fazer tudo isto por vós, mediante Cristo. Vós credes nesta promessa. Confessai os vossos pecados e entregai-vos a Deus. Vós quereis servi-Lo. Tão depressa isto fazeis, Deus cumpre Sua palavra para convosco. Se credes na promessa—credes que estais perdoado e puriicado—Deus supre o fato: sois curado, exatamente como Cristo conferiu ao paralítico poder para caminhar quando o homem creu que estava curado. Assim é se o credes. Não espereis até que sintais que estais curado, mas dizei: “Creio-o; assim é, não porque eu o sinta, mas porque Deus o prometeu.” Diz Jesus: “Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis.” Marcos 11:24. Esta promessa tem uma condição; que oremos segundo a vontade de Deus.Mas é vontade de Deus purificar-nos do pecado, tornar-nos Seus ilhos e habilitar-nos a viver uma vida santa. Podemos, pois, pedir essas bênçãos, crer que as havemos de receber e agradecer a Deus havê-las já recebido. É nosso privilégio ir a Jesus e sermos puriicados, e apresentar-nos perante a lei sem pejo nem remorso.
Olhai para cima, vós que duvidais e tremeis, pois Jesus vive para fazer intercessão por nós. Agradecei a Deus o dom de Seu Filho amado, e orai para que Ele não tenha, para vós, morrido em vão. O Espírito convida-vos hoje. Vinde a Jesus de todo o vosso coração, e podereis rogar Sua bênção.
Ao lerdes as promessas, lembrai-vos de que são a expressão de amor e misericórdia indizíveis. O grande coração de Amor infinito inclina-Se para o pecador com ilimitada compaixão. “Temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas.” Efésios 1:7. Sim, tão-somente crede que Deus é vossa ajuda. Ele quer restaurar no homem Sua imagem moral. À medida que dEle vos aproximardes, em arrependimento e comissão, Ele Se aproximará de vós, com misericórdia e perdão.
 
Ellen G. White - Caminho a Cristo
 
 
“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” Romanos 8:1.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Consagração

 A promessa de Deus é: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13. O coração inteiro tem de render-se a Deus, ou do contrário não se poderá jamais operar a transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Por natureza estamos alienados de Deus.
A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser
renovada em santidade.
O governo de Deus não é, como Satanás nos quer fazer parecer, fundado sobre uma submissão cega, um domínio irrazoável. Ele apela para o intelecto e a consciência. “Vinde, pois, e arrazoemos”
(Isaías 1:18)
é o convite do Criador aos seres que formou. Deus não força a vontade de Suas criaturas. Não pode aceitar homenagem que não seja prestada voluntária e inteligentemente. Uma submissão meramente forçada impediria todo verdadeiro desenvolvimento do espírito ou do caráter; tornaria o homem simples máquina. Não é este o propósito do Criador. Ele deseja que o homem, a obra prima de Seu poder criador, atinja o desenvolvimento mais elevado possível. Propõe-nos a altura da bênção à qual nos deseja levar, por meio de Sua graça. Convida-nos a entregar-nos a Ele, a im de que possa efetuar em nós a Sua vontade. A nós compete escolher se queremos ser libertados da escravidão do pecado, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Muito coração orgulhoso indaga: “Por que me devo arrepender e humilhar antes de poder ter a certeza de minha aceitação por parte de Deus?” Aponto-vos a Cristo. Era inocente e, mais que isso, era o Príncipe do Céu; mas por amor do homem Se fez pecado em lugar do gênero humano. “Foi contado com os transgressores; mas Ele levou sobre Si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” Isaías 53:12.
Entretanto, a que renunciamos nós, ainda que renunciemos a tudo? — A um coração poluído pelo pecado, para que Jesus o purifique, lavando-o em Seu próprio sangue, e o salve por Seu inefável amor. E ainda os homens acham difícil renunciar a tudo! Envergonho-me de o ouvir, acanho-me de o escrever!
É erro entreter o pensamento de que Deus Se agrada de ver Seus filhos sofrerem. Todo o Céu se interessa na felicidade do homem. Nosso Pai celeste não impede a nenhuma de Suas criaturas o acesso aos caminhos dos prazeres. Os apelos divinos tão-somente nos exortam a abster-nos dos prazeres que sobre nós trariam sofrimentos e desilusões, e nos fechariam as portas da felicidade e do Céu.
Mediante o conveniente exercício da vontade, pode operar-se em vossa vida uma mudança completa. Entregando a Cristo o vosso querer, aliai-vos com o poder que está acima de todos os principados e potestades. Tereis força do alto para estar irmes e, assim, pela constante entrega a Deus, sereis habilitados a viver a nova vida, a vida da fé.
Caminho a Cristo - Ellen G. White
 
 
Tudo, ó Cristo, a Ti entrego,
Todo sim, por Ti darei!
Resoluto, mas submisso,
Sempre a Ti eu seguirei!

CORO:
Tudo entregarei! Tudo entregarei!
Sim, por Ti, Jesus bendito,
Tudo deixarei!

Tudo, ó Cristo, a Ti entrego,
Corpo e alma eis aqui!
Este mundo mau renego,
Quero dedicar-me a Ti!

Tudo, ó Cristo, a Ti entrego,
Que prazer, ó meu Senhor!
Paz perfeita, paz completa!
Glória, glória ao Salvador!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Abra o Coração a Deus

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Provérbios 28:13.
As condições para obter misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer de nós atos penosos a fim de que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos empreender longas e cansativas peregrinações, nem praticar duras penitências a fim de recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossas transgressões; mas o que confessa os seus pecados e os deixa, alcançará misericórdia.
Os que não humilharam ainda a alma perante Deus, reconhecendo sua culpa, não cumpriram ainda a primeira condição de aceitabilidade. Se não experimentamos ainda aquele arrependimento do qual não há arrepender-se, e não confessamos os nossos pecados, com verdadeira humilhação de alma e contrição de espírito, aborrecendo nossa iniqüidade, nunca procuramos verdadeiramente o perdão dos pecados; e se nunca buscamos a paz de Deus, nunca a encontramos. A única razão por que não temos a remissão dos pecados passados, é não estarmos dispostos a humilhar o coração e cumprir as condições apresentadas pela Palavra da verdade. Acerca deste assunto são-nos dadas explícitas instruções. A confissão de pecados, quer pública quer privada, deve ser de coração, expressa francamente. Não deve ser obtida do pecador à força de insistência. Não deve ser feita de maneira negligente ou folgazã, nem extorquida dos que não reconhecem o abominável caráter do pecado. A confissão que é o desafogo do íntimo da alma, achará o caminho ao Deus de ininita piedade. Diz o salmista: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito.” Salmos 34:18.
O coração humilde e contrito, rendido pelo arrependimento genuíno, apreciará algo do amor de Deus e do preço do Calvário; e, como um filho confessa sua transgressão a um amante pai, assim trará o verdadeiro penitente todos os seus pecados perante Deus.
Ellen G. White - Caminho a Cristo



“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mudança de Rumo


Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões de pessoas se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos, do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura. Balaão, aterrado à vista do anjo que se lhe pusera no caminho com a espada alçada, reconheceu seu pecado porque temia que devesse perder a vida; não teve, porém, genuíno arrependimento do pecado, nem mudança de propósito ou aborrecimento do mal. Judas Iscarioes, depois de haver traído seu Senhor, exclamou: “Pequei, traindo sangue inocente.” Mateus 27:4.
A oração de Davi, depois de sua queda, ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. Não fez nenhum empenho por atenuar a culpa; nenhum desejo de escapar ao juízo que o ameaçava lhe inspirou a oração. Reconheceu a enormidade de sua transgressão; viu a contaminação de sua alma; aborreceu o pecado. Não suplicava unicamente o perdão, mas também um coração puro. Anelava a alegria da santidade — ser reintegrado na harmonia e comunhão com Deus. Era esta a linguagem de sua alma: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.” Salmos 32:1-2.
Cristo é a fonte de todo bom impulso. Ele unicamente, é capaz de implantar no coração a inimizade contra o pecado. Todo desejo de verdade e pureza, toda convicção de nossa própria pecaminosidade, é uma evidência de que Seu Espírito está operando em nosso coração.
Cristo está pronto para libertar-nos do pecado, mas não força a vontade; e se pela persistente transgressão a própria vontade estiver inteiramente inclinada ao mal, e não desejarmos ser libertados,
não querendo aceitar a Sua graça, que mais poderá Ele fazer? Nós mesmos nos destruímos, por nossa deliberada rejeição de Seu amor. “Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.”2 Coríntios 6:2. “Se ouvirdes hoje a Sua voz, não endureçais o vosso coração.” Hebreus 3:7-8.
“O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Samuel 16:7), esse coração humano com suas emoções de alegria e tristeza em conflito; coração volúvel e extraviado, que serve de habitação a tanta impureza e engano. Ele lhe conhece os motivos, seus próprios intentos e propósitos. Ide a Ele com vossa alma toda manchada como se acha.
Quando Satanás se chega a vós para vos dizer que sois grande pecador, erguei os olhos ao vosso Redentor, e falai de Seus méritos. O que vos ajudará é olhar para Sua luz. Reconhecei vossos pecados, mas dizei ao inimigo que “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1 Timóteo 1:15), e que por Seu inefável amor podereis ser salvos. Jesus dirigiu a Simão uma pergunta acerca de dois devedores. Um devia ao seu senhor uma soma pequena, e o outro uma importância muito grande; mas perdoou a dívida a ambos. Cristo perguntou então a Simão qual dos devedores mais amaria ao seu senhor. Simão respondeu: “Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou.” Lucas 7:43. Fomos grandes pecadores, mas Cristo morreu para que fôssemos perdoados. Os méritos de Seu sacrifício são suicientes para serem apresentados ao Pai em nosso favor. Aqueles a quem mais perdoou mais O hão de amar, e mais próximos de Seu trono se hão de achar, para O louvar por Seu grande amor e ininito sacrifício. É quando mais plenamente compreendemos o amor de Deus, que melhor reconhecemos a malignidade do pecado. Quando reconhecermos a extensão do cabo que para nós foi descido, quando ompreendermos alguma coisa do ininito sacrifício que Cristo fez em nosso favor, o coração se desfará em ternura e contrição.
 
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” Salmos 139:23-24

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A Ponte Sobre o Abismo



O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos. Mas pela desobediência, suas faculdades foram pervertidas, e o egoísmo tomou o lugar do amor. Sua natureza tornou-se tão enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal. Fez-se cativo de Satanás, e assim teria permanecido para sempre se Deus não tivesse intervindo de modo especial. Era desígnio do tentador frustrar o plano divino quanto à criação do homem, e encher a Terra de miséria e desolação. E todo este mal ele apontava como conseqüência da criação do homem por Deus.
 
É-nos impossível, por nós mesmos, escapar ao abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar. “Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!”
Jó 14:4. “A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” Romanos 8:7. A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração; são incapazes de puriicar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo. Sua graça, unicamente, é que pode avivar as amortecidas faculdades da alma, e atraí-la a Deus, à santidade.
Disse o Salvador: “Aquele que não nascer de novo”- não receber um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, que conduzem a uma nova vida — “não pode ver o reino de Deus.” João 3:3. A idéia de que basta desenvolver o bem que por natureza existe no homem, é um erro fatal. “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 1 Coríntios 2:14. “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” João 3:7. Acerca de Cristo diz a Escritura: “Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1:4), e “nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12
 
Não deveríamos considerar a misericórdia divina? Que mais poderia Deus fazer? Relacionemo-nos, pois, devidamente com Aquele que nos amou com maravilhoso amor. Prevaleçamo-nos dos meios que nos foram providos, para sermos transformados à Sua semelhança e restaurados à comunhão com os anjos ministradores, à harmonia e comunhão com o Pai e o Filho.
 Ellen G. White - Caminho a Cristo
 
"Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo!"2 Coríntios 5:17

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Cuidado de Deus


Deus criou o homem perfeitamente santo e feliz; e a formosa Terra, ao sair das mãos do Criador, não apresentava nenhum vestígio de decadência ou sombra de maldição. Foi a transgressão da lei de Deus—a lei do amor—que trouxe sofrimento e morte. Contudo, mesmo em meio dos sofrimentos que resultam do pecado, revela-se ainda o amor de Deus. Está escrito que Deus amaldiçoou a Terra por causa do homem. Gênesis 3:17. Os espinhos e cardos — as dificuldades e provações que tornam a vida cheia de trabalhos e cuidados—foram designados para o seu bem, constituindo no plano de Deus uma parte da escola necessária para seu reerguimento da ruína e degradação que o pecado operou. O mundo, embora caído, não é todo tristeza e miséria. Na própria natureza há mensagens de esperança e conforto. Há lores sobre os cardos, e os espinhos acham-se cobertos de rosas.
“Deus é amor” (1 João 4:8), está escrito sobre cada botão que desabrocha, sobre cada haste de erva que brota. Os amáveis passarinhos, a encher de música o ar, com seus alegres trinos; as lores de delicados matizes, em sua perfeição, impregnando os ares de perfume; as altaneiras árvores da loresta, com sua luxuriante ramagem de um verde vivo—todos testiicam da terna e paternal solicitude de nosso Deus, e de Seu desejo de tornar felizes os Seus Filhos.
A Palavra de Deus revela o Seu caráter. Ele mesmo proclamou Seu ininito amor e misericórdia. Quando Moisés orou: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória”, o Senhor respondeu: “Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.” Êxodo 33:18-19. Essa é a Sua glória. Ele passou diante de Moisés, e proclamou: “Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneicência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado” (Êxodo 34:6-7), Ele é “longânimo e grande em benignidade” (Jonas 4:2), “porque tem prazer na benignidade”. Miqueias 7:18.
Ellen G. White - Caminho a Cristo
 
 
“Os olhos de todos esperam em Ti,
E Tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo.
Abres a mão
E satisfazes os desejos de todos os viventes.”

Salmos 145:15-16.